• O programa do Indigenous Terra Madre está online!

      27th October 2015 Published in Portuguese

      Uma rica programação fará do ITM o palco para descobrir como as comunidades indígenas podem ajudar a preservar a biodiversidade e salvar o meio ambiente.

      O Indigenous Terra Madre 2015 (ITM 2015) – a ser realizado de 3 a 7 de novembro de 2015, em Shillong (Meghalaya, Índia) – é o resultado de uma colaboração entre Slow Food, Indigenous Partnership for Agrobiodiversity and Food Sovereignty (Indigenous Partnership) e North East Slow Food and Agrobiodiversity Society (NESFAS). O evento reunirá representantes de comunidades indígenas de todo o mundo para celebrar suas culturas alimentares e discutir como os conhecimentos tradicionais e o uso sustentável de recursos naturais podem contribuir para desenvolver sistemas alimentares bons, limpos e justos. 

      O ITM será realizado na cidade de Shillong,  em dois espaços diferentes do campus da North East Hill University (NEHU) – o Convocation Hall e o Cultural Center.

      - eventos abertos ao público -

      O Cultural Center estará aberto ao público de 3 a 6 de novembro, com bancas das comunidades, artesanato, shows culturais e a possibilidade de assistir as sessões do Teatro do Gosto.

      Também incluirá uma série de salas organizadas por várias instituições e organizações locais, nacionais e internacionais, como a FAO e o FIDA, órgãos internacionais de pesquisa e a Fundação para a Biodiversidade Slow Food, mostrando os projetos das Fortalezas indígenas internacionais.  

      O Slow Food Youth Network realizará oficinas para jovens locais e estrangeiros, com o Futuro como tema principal.

      O Teatro do Gosto terá a participação de grupos do Slow Food Alemanha e do Slow Food EUA para demonstrar o conceito de cura e “Slow Meat”, respectivamente da criação ao abate. O objetivo das demonstrações é principalmente inspirar e educar para uma maior conscientização sobre o bem-estar animal e os padrões de higiene na produção de carne. As oficinas reunirão açougueiros locais e estrangeiros, além de criadores de gado, para trocar conhecimentos e ideias sobre a produção de carne boa, limpa e justa.  

      O Mei-Ramew Food Festival, que é, também, o nome em língua khasi dado ao IMT pelas 41 comunidades anfitriãs, marcará o final, com a realização da Cerimônia de Encerramento do evento. O festival aberto ao público será realizado no último dia do evento, sábado, dia 7 de novembro, próximo ao bosque sagrado de Mawphlang (25 km de Shillong).

      O Food Festival terá a participação de comunidades do alimento de toda região da Índia do Nordeste, conhecido como um dos oito locais de maior biodiversidade do mundo. Durante o festival, a biodiversidade dos alimentos indígenas será celebrada pela Feira da Biodiversidade, que também mostra produtos da Arca do Gosto, destacando a rica e única biodiversidade da Índia do Nordeste, com bancas de cada estado expondo sementes, frutas, tubérculos, folhas e rizomas. Esta mostra também inclui sessões interativas com produtos da Arca do Gosto e seus usos culinários.

      Espetáculos culturais também serão uma plataforma para mostrar o artesanato, canções, danças e vestimentas, assim como refeições conjuntas, degustações, oficinas, demonstrações e jantares. Uma Sala Educativa dedicada a crianças e jovens incluirá diversos projetos sensoriais relacionados aos alimentos.

      A Cozinha ITM mostrará os talentos da NESFAS (North East Slow Food and Agrobiodiversity Society), Indigenous Cooks Alliance, com a Slow Food Chef’s Alliance nacional e internacional cozinhando em equipe, com ingredientes indígenas.

      - eventos abertos apenas para delegados do ITM -

      O segundo espaço, no campus da Universidade de North East Hill (NEHU), será o Convocation Hall, que estará aberto apenas para delegados do ITM, devido a restrições de espaço.  Foram organizadas sessões plenárias e temáticas diárias como fóruns para explorar esses conceitos e para estimular iniciativas de colaboração futuras, além de laboratórios do gosto, que visam conectar pessoas com o prazer e a importância de consumir alimentos locais (mel, plantas selvagens comestíveis, alimentos fermentados e insetos são os temas principais para abordar a importância de consumir plantas negligenciadas e subutilizadas).

      Terça-feira, dia 3 de novembro, a Cerimônia de Inauguração terá a participação do Ministro-Chefe de Meghalaya, Dr. Mukul Sangma, de alguns líderes indígenas internacionais, de Victoria Tauli Corpuz (Relatora Especial da ONU para os Direitos dos Povos Indígenas), e Myrna Cunningham (ex-presidente do Fórum Permanente da ONU sobre Questões Indígenas). Carlo Petrini, fundador do Slow Food International, também estará presente e falará sobre como o Slow Food e o movimento dos povos indígenas pelos alimentos podem trabalhar juntos para um futuro agrícola mais justo e sustentável.

      Quarta-feira, dia 4 de novembro, serão realizadas duas sessões plenárias. A primeira abordará a importância e o futuro dos sistemas alimentares indígenas locais, com ênfase nas práticas agroecológicas, produção sustentável, saúde, comunidade, vida social, identidade e espiritualidade indígenas. A segunda apresentará as conclusões das oficinas realizadas pela Indigenous Partnership com comunidades indígenas da Índia do Nordeste, Quênia, Peru e Nicarágua sobre os seus desafios e oportunidades para viver de uma forma melhor. Cada sessão plenária será seguida de quatro sessões temáticas e dois laboratórios do gosto. O dia encerrará com uma terceira sessão plenária de informação sobre os objetivos do desenvolvimento sustentável das Nações Unidas e o papel que os movimentos de povos indígenas desempenham nesses objetivos.

      Quinta-feira, dia 5 de novembro, haverá duas sessões plenárias. A primeira,  sobre os  resultados de um estudo realizado pela IUNS (União Internacional de Ciências da Nutrição) que utilizou dados disponíveis ou coletados em inúmeras comunidades indígenas matriarcais nos EUA, Ásia e África para examinar a condição nutricional de comunidades conhecidas pela promoção dos valores maternais de respeito, cuidado, compartilhamento, consenso e matrilinearidade. A segunda será sobre como a agroecologia e a agrobiodoversidade podem contribuir para a segurança alimentar futura diante de mudanças climáticas, desigualdade de acesso aos alimentos e sistemas agrícolas destrutivos. Após a sessão plenária, haverá quatro sessões temáticas e dois laboratórios do gosto. Uma terceira sessão plenária de informação sobre questões relativas a mudanças climáticas globais encerrará o dia.  
      Para sexta-feira, dia 6 de novembro, foram organizadas visitas a dez vilarejos anfitriões, que representam as diversas paisagens das áreas rurais em torno de Shillong, para que os delegados tenham uma ideia da imensa riqueza cultural e ecológica da região. Os participantes terão a oportunidade de passar algum tempo nos vilarejos e trocar ideias com as comunidades do alimento locais nas suas respectivas paisagens.

      Os povos indígenas desempenham um papel único na construção de um futuro com mais respeito pelo meio ambiente e sua biodiversidade. O ITM será palco da celebração da diversidade cultural e biológica de comunidades indígenas, manifestada em suas canções, danças, vestimentas, folclore e sistemas alimentares, desenvolvida ao longo de gerações de estreita interação com a natureza. O ITM será uma mostra dos tesouros culturais e biológicos de Meghalaya e da Índia do Nordeste para o mundo inteiro.

      Veja o programa do evento aqui: http://bit.ly/1LWZaxh

      O Indigenous Terra Madre 2015 agradece o apoio financeiro do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (IFAD), The Christensen Fund e do Governo de Meghalaya. O Indigenous Terra Madre 2015 é igualmente grato pelas contribuições feitas pela Tamalpais Trust, Swift Foundation, AgroEcology Fund, Bread for the World e pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

      Terra Madre é uma rede mundial lançada pelo Slow Food em 2004, reunindo pequenos produtores de 163 countries, envolvidos na produção sustentável de alimentos. Hoje, o Indigenous Terra Madre Network inclui 372 comunidades do alimento indígenas, 41 projetos de Fortalezas indígenas e 308 produtos indígenas da Arca do Gosto. Para mais informações: http://slowfood.com/international/149/indigenous-terra-madre-network

      Descubra as histórias dos povos indígenas de todo o mundo no website do Slow Food, na sessão "Vozes Indígenas"! http://www.slowfood.com/international/food-for-thought/slow-themes/260987 

      Para mais informações, entre em contato com o Slow Food International Press Office:
      Paola Nano, +39 329 8321285 p.nano@slowfood.it 
      Ajay Nayak, +91-9820535501, ajay@indigenousterramadre.org

      O Slow Food conta com a participação de mais de um milhão de pessoas dedicadas e apaixonadas pelo alimento bom, limpo e justo, incluindo: chefs, jovens, ativistas, agricultores, pescadores, especialistas e acadêmicos de mais de 158 países; uma rede de cerca de 100.000 associados do Slow Food ligados a 1.500 sessões locais (chamadas de convivia), que contribuem com a sua taxa de adesão, além dos eventos e campanhas que organizam; e mais de 2.500 comunidades do alimento de Terra Madre, envolvidos na produção em pequena escala e sustentável de alimentos de qualidade em todo o mundo.